Piracicaba se destacou como a 31ª melhor cidade brasileira para investimento em imóveis em novo estudo desenvolvido pela consultoria Prospecta Inteligência Imobiliária.
A cidade, que ocupava o 37º lugar no ranking divulgado no início do ano, obteve maior pontuação e manteve a classificação “ótimo” para todos os tipos de investimentos imobiliários, desde os de baixo aos de alto padrão.
Na edição passada, o município havia recebido 0,5630 de um ponto possível. Já nesta nova edição, a nota chegou a 0,5680.
A pesquisa considerou apenas as cidades com menos de 1 milhão de habitantes (99% do mercado) e analisou diversas variáveis, entre elas a renda da população, o déficit imobiliário, a geração e distribuição de riquezas, além da quantidade de pessoas com domicílio quitado, que são potenciais investidoras.
Na atualização do ranking, os pesquisadores aprimoraram a análise do déficit habitacional das cidades brasileiras e, devido à situação atual da economia, analisaram também a quantidade de pessoas desocupadas em todos os setores — dentro desta variável, foram verificados quais os setores mais afetados pelo desemprego no município e se o segmento é o mesmo que mais produz riquezas no local, explicou Cristiano Rabelo, diretor de novos negócios da Prospecta.
“A pesquisa, lançada no início do ano, teve intuito de medir a atratividade de mercado pelo ponto de vista da demanda, pois muitas vezes as pesquisas de mercado consideram somente o que foi vendido, o que pode trazer um resultado muitas vezes distorcido. A nossa intenção era mostrar um outro lado da moeda muito mais consistente. Avaliamos 12 variáveis divididas em três grupos de relevância e, nesta segunda edição, refinamos esses indicadores”, disse o diretor.
Ele citou que o objetivo é trazer dados atualizados a cada seis meses, porém, a pretensão não é apresentar algo conclusivo — o que precisaria considerar também a oferta — e cabe ao empresário analisar suas demandas.
O diretor regional do Secovi (Sindicato da Habitação), Angelo Frias Neto, pontuou que a diversidade econômica de Piracicaba tem garantido à cidade um resultado melhor, apesar da crise enfrentada pelo Brasil.
“Apesar da situação econômica do país, com a diversificação de sua base, Piracicaba tem sofrido menos. Muitas empresas ainda procuram a cidade, fruto da instalação e investimentos recentes de grandes empresas como Hyundai, Raízen e mesmo a Mercedes-Benz em Iracemápolis. Tudo isso influencia e são atrativos”, afirmou.
Ele reforçou que o déficit imobiliário — que chega a 31%, segundo o estudo — ainda é grande e que a sociedade é dinâmica e mesmo que o ritmo de procura por imóveis diminua temporariamente, a demanda se acumula para o futuro.
“As pessoas casam, se separam, os filhos saem de casa, essa dinâmica não para. Se o mercado desaquece um pouco, essa demanda fica acumulada.”
RANKING — A primeira colocada do ranking continua sendo São Bernardo do Campo, que obteve 0,787 ponto. Em seguida estão Natal (0,765), Niterói (0,764), João Pessoa (0,738) e Santo André (0,727).